MERCADO | Veiculo: G1 - Jornal Nacional

Fiscais vistoriam barragem de rejeitos da CSN em Congonhas (MG)

Fiscais do Departamento Nacional de Produção Mineral vistoriaram uma barragem de rejeitos de mineração na cidade histórica de Congonhas, em Minas Gerais. Surgiu uma área com água ao lado do reservatório.

O complexo de barragens de rejeitos de minério de ferro da CSN fica a poucos metros da área urbana. A movimentação no pé da barragem preocupa a vizinhança.

“Jogando caminhões e mais caminhões de pedras ali a noite inteira, que nós escutamos as máquinas e os caminhões”, disse a dona de casa Regiane de Moura Lima.

“Ou seja, é porque algo de errado está acontecendo e eles estão tentando dar um jeito”, afirmou outra moradora.

A direção da empresa afirmou que são obras de manutenção.

“A parte estrutural da barragem está absolutamente íntegra e não está sendo feita intervenção nessas estruturas”, afirmou o gerente geral de Meio Ambiente da CSN Newton Augusto Viguetti Filho.

Na área que deu origem à obra surgiu um ponto de umidade no solo. A mineradora está usando areia, brita e também pedras para melhorar a drenagem e, com isso, evitar a concentração de água, que é uma das maiores preocupações numa barragem.

Infiltração e excesso de água foram exatamente o que provocou o rompimento de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015; 19 pessoas morreram.

A barragem de Congonhas é, agora, uma das mais próximas de comunidades, no país. Um estudo encomendado pela CSN mostra que se ela se romper, pode atingir, imediatamente, 350 casas e até 1.500 pessoas.

“Pelo que a gente tem visto, a empresa tem tomado todas as medidas necessárias e coloca a barragem em uma situação mais de tranquilidade do que comparada a outras”, disse o engenheiro do DNPM Walter Nascimento.

Fiscais do DNPM e um engenheiro, especialista em segurança de barragem de rejeito, vistoriaram o local e garantiram que não há risco de rompimento. Mesmo assim, moradores dizem que não conseguem dormir direito.

“Dá para se entender muito bem o receio das pessoas dado o ocorrido em um passado recente, mas, com base no que a gente viu aqui, com base nas leituras dos instrumentos, do projeto e no que está sendo executado, esse risco está descartado”, disse o engenheiro/assessor do DNPM Felipe de Moraes Russo.


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Data da Veiculação: 28/08/2017