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Vá em frente, não duvide de você!
Por Adriana Fellipelli*
O que personalidades do esporte, grandes mitos da música, dançarinos, cientistas e cineastas brilhantes têm em comum? Se você pensou apenas no talento, errou! Não que a carga genética que cada um traz em seu DNA não influencie de modo significativo em suas conquistas. Antes disso, contudo, temos uma receita que, colocada em prática, conduz a todos a expandir ao máximo suas capacidades: dedicação intensa e curiosidade insaciável.
Vasculhada a biografia dessas personalidades iremos certamente encontrar como característica comum a devoção ao estudo das teorias e práticas de sua área de atuação. Pintores como Leonardo Da Vinci se debruçaram sobre os detalhes da anatomia, botânica, engenharia entre diversas outras áreas da ciências para atingirem o primor revelado em suas obras. No universo esportivo, craques passam horas praticando, sob climas intensos. Testam o peso da bola, a força que devem utilizar nas pernas ou nos braços, experimentam diferentes terrenos, estudam os ângulos, verificam a intensidade da água contra seus corpos, ganham condicionamento físico e psicológico. São verdadeiros obstinados pela vitória.
Comportamentos semelhantes podem e devem ser transportados para qualquer outra profissão. A diferença entre aqueles que prosperam, aqueles que estancam e os que decaem profissionalmente se equivale, exatamente, à intensidade da dedicação que se propõem a imprimir em sua preparação.
Ingressar em uma universidade é, portanto, apenas o primeiro passo em sua trajetória. Em nosso tempo, o acumulo de conhecimento é um processo interminável ao longo da vida; diferentemente de gerações de formandos de duas a três décadas atrás, quando adquirir um diploma significava o fim da etapa teórica da graduação profissional. Vivemos uma era marcada pela troca permanente de informação, facilidade de se conectar com o mundo, cursos de pós-graduação em crescente ramificação nas diferentes áreas, bolsas de estudos patrocinadas pelo governo ou instituições privadas. Fortaleça seu autodidatismo inconstante e procure utilizar esse ambiente de oportunidades em seu favor.
Além de sair a campo em busca de aprimoramento técnico, outro exercício vital para seu crescimento é a pratica da reflexão e autoconhecimento. Saber quem você é despertará potenciais como a autoconfiança, flexibilidade, empatia e clareza nas decisões, além de lhe ajudar a compreender melhor os papéis que quer realmente representar profissionalmente.
Perca o medo de errar, mas aprenda com os tropeços. Se questione se você está disposto a sacrificar seu tempo livre para buscar o êxito. Projete-se para daqui a cinco, dez anos. Defina planos consistentes a longo prazo para que as frustrações não sejam fortes o suficiente para interrompê-los. Vá em frente em sua preparação, estude bastante. Crie, inove. Busque conhecimento, nunca pare de aprender, nunca se sinta pronto, pois neste mundo mutante nunca estará, apesar de estar seguro que sabe muito. Desafie as dificuldades e desfrute dos resultados que virão. Não duvide de você!
*Adriana Fellipelli é psicóloga e sócia-diretora da Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Educacional.
Artigo publicado no dia 11/06/2009 no jornal Correio Braziliense
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