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Yamana decide construir o projeto Ernesto/Pau-a-Pique


Estudo de viabilidade recomenda investimento no complexo para a produção de ouro no Mato Grosso, que deverá entrar em funcionamento em 2012



A Yamana anunciou a decisão formal de construir a mina de Ernesto/Pau-a-Pique, em Mato Grosso. A nova mina se juntará a instalações já operadas pela empresa na Bahia, Goiás, Chile, Argentina e México. A decisão de levar adiante o projeto de Ernesto/Pau-a-Pique foi tomada com base nos resultados positivos de um estudo de viabilidade e do aumento nas reservas estimadas, aguardado em consequência dos resultados de perfurações mais profundas no veio. Pelo cronograma da obra, o complexo para a extração de ouro entrará em funcionamento em 2012.

Ernesto fica no município de Pontes e Lacerda e Pau-a-Pique em Porto Esperidião, no Oeste de Mato Grosso. Os dois locais, ligados por rodovia asfaltada, operarão em conjunto. O período inicial previsto para a exploração do minério é de sete anos. As reservas já mensuradas são estimadas atualmente em 710 mil onças de ouro e as indicadas em 854 mil onças. A empresa acredita que exista potencial para que a vida útil prevista para a operação aumente, uma vez que as pesquisas na área ainda não terminaram.

O CEO da Yamana, Peter Marrone, declarou: “Mantivemos nosso foco na consistência e na confiabilidade das operações e aplicamos este foco e sua abordagem aos nossos projetos em estágio de desenvolvimento. Esperamos que esses projetos contribuam substancialmente para o crescimento da empresa. Os projetos para os quais foi tomada a decisão de construir incluem agora Ernesto/Pau-a-Pique. Com nossas operações principais, projetos na etapa do desenvolvimento e foco na pesquisa, acreditamos que a Yamana tenha uma oferta única de crescimento, sustentabilidade e valor”.

A empresa também atualizou seus dados relativos ao projeto de Agua Rica, na Argentina. Sobre ele, Marrone afirmou: “Realizamos em 2009 uma revisão do projeto de Agua Rica e a Yamana se sente agora capaz de apontar essa iniciativa como possuidora de um significativo potencial para participar do crescimento da empresa. A revisão demonstrou também o considerável valor que pode ser oferecido pelo projeto”.

Ernesto e Pau-a-Pique

As novas pesquisas devem aumentar os cálculos de reservas da empresa no complexo, especialmente às classificadas como comprovadas e prováveis. Em Ernesto, as perfurações ainda não atingiram o fundo da jazida. Para isso, a empresa está realizando diversos trabalhos de engenharia, inclusive a construção de um túnel de exploração destinado a facilitar as perfurações até áreas mais profundas.

As licenças necessárias para a construção já foram requeridas e as obras devem começar em meados deste ano, com início da produção esperado para o fim de 2012.

Os dados principais do estudo de viabilidade são:

Custo de capital: aproximadamente US $116 milhões.

Custo de caixa por onça: US $427.

Extração média: 1,0 milhão de toneladas de minério por ano.

Produção média anual: aproximadamente 100 mil onças.

Cálculo inicial da vida útil da mina: 7 anos.

IRR após pagamento de impostos: aproximadamente 31%.

O índice de rendimento interno (IRR) de aproximadamente 31% se baseia no preço de US$ 900 por onça para o ouro e numa cotação do real de 1,80 por dólar em 2010 e de US$ 2,00 nos anos seguintes.

A produção média anual de aproximadamente 100 mil onças de ouro se baseia na vida útil prevista para a mina, com a produção média nos dois primeiros anos de 120 mil onças, o que beneficiará a economia do projeto. Calcula-se que o custo do projeto seja recuperado em dois anos.

Agua Rica

A Yamana continua a levar adiante seu projeto de Agua Rica, na Argentina, onde existe uma grande jazida de porfírio contendo cobre, ouro, prata e molibdênio. Agua Rica fica na província de Catamarca, onde as autoridades estão incentivando a mineração, e próxima a uma mina já em produção, Alumbrera. O estudo de viabilidade foi completado em 2006 e a licença ambiental recebida em 2009.

A empresa completou o primeiro de diversos estudos relativos a iniciativas de otimização que ultrapassam as avaliações feitas com base no estudo de 1996. Esses estudos, ao que tudo indica, terão efeitos benéficos para o projeto.

Os estudos incluem: um novo plano da mina, que reduz as necessidades de capitais e os custos; mudanças no sistema de armazenamento de rejeitos, com potencial para mais melhoras; substituição do sistema de transporte do concentrado por caminhões por uma linha férrea já existente, com significativo impacto sobre os custos da operação; e uma revisão do valor das reservas, com base nos preços mais altos dos metais no mercado.

Os recursos minerais medidos da mina, de acordo com o relatório anual de 2008 da Yamana, são de 64,1 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 0,4% de cobre, com um total de 700 milhões de libras de cobre, e um teor médio de ouro de 0,17 gramas por tonelada, num total de 361 mil onças de ouro.

Os recursos indicados são de 248,1 milhões de toneladas, com teor médio de 0,40% de cobre, para um total de 2,2 bilhões de libras de cobre, e teor médio de 0,16 gramas por tonelada de ouro, num total de 1,3 milhão de onças de ouro. As quantidades inferidas acrescentam 651,0 milhões de toneladas, com teor médio de 0,34% de cobre e de 0,12 gramas por tonelada de ouro, num total de 4,9 bilhões de libras de cobre e 2,5 milhões de onças de ouro.

O estudo de otimização concluiu que Agua Rica pode produzir aproximadamente 12,5 milhões de toneladas de concentrado de cobre e ouro e 357.750 toneladas de concentrado de molibdênio durante um período de 26,5 anos. O estudo também concluiu que a mina terá um dos custos mais baixos de produção de cobre e ouro do mundo.

Outros projetos

A Yamana também relatou a situação de outros projetos em desenvolvimento. Em C1-Santa Luz, na Bahia, os preparativos para a construção da mina seguem conforme o previsto, com início marcado para meados deste ano. Os trabalhos de testes metalúrgicos também prosseguem normalmente e os serviços de engenharia básica estarão terminados em fevereiro.

Em Pilar, em Goiás, continuam os trabalhos de atualização de estimativas dos recursos minerais e as obras de engenharia básica. Eles serão seguidos por um estudo de viabilidade.  Em Chapada, também em Goiás, as modificações na planta para aumentar a produção para 22 milhões de toneladas por ano continuam a progredir a um custo modesto de US$ 20 milhões. As modificações incluem alterações no sistema de bombeamento de água.

Outros trabalhos estão em curso nos projetos de Mercedes, no México; Minera Florida, no Chile, e Qdd Lower West, na Argentina.

Perspectivas

A produção da Yamana deverá aumentar substancialmente em 2012, com a entrada em funcionamento dos quatro projetos em estágio de desenvolvimento onde foi autorizada a construção, C1-Santa Luz, Ernesto/Pau-a-Pique, Mercedes e um centro de processamento de resíduos em Minera Florida. Os quatro projetos deverão somar 410 mil ouro-equivalentes por ano. Em 2013, devem entrar em funcionamento Pilar/Cajamar e QDD Lower West e, mais para frente, é esperada a substancial contribuição de Agua Rica, cujo projeto, mesmo durante o andamento dos preparativos, agregará valor à empresa.

Sobre a Yamana

A Yamana é uma empresa produtora de ouro com sede no Canadá. Tem significativa produção de ouro, áreas para produção desse metal em estágio de desenvolvimento e áreas em pesquisa e com direitos no Brasil, Chile, Argentina, México e América Central. O plano da Yamana é continuar a crescer por meio da expansão e do aumento da produção das minas em funcionamento e de avanços nas áreas de pesquisa, além de permanecer atenta a outras oportunidades de consolidação de operações com ouro nas Américas.

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