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CLASH discute a importância da comunicação para o setor de sorvetes no Brasil


Desmistificação do produto, inovação e empreendedorismo foram alguns dos assuntos que pautaram a segunda edição do evento, em 13 e 14 de junho

São Paulo (SP), 18 de junho de 2018 – A segunda edição do Congresso Latino-Americano de Sorvetes-Helados (CLASH) reuniu empresários e personalidades do segmento artesanal, industrial e alimentício no Expo Center Norte, em São Paulo, onde foi realizado o evento. Promovido pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS) o congresso foi realizado simultaneamente à Fispal Sorvetes.

O painel de abertura contou com a presença do empresário Leonardo Fausto Zipf, presidente da Duas Rodas S/A, patrocinadora oficial do evento, entre outras personalidades importantes do setor: João Batista Dornellas, presidente executivo da ABIA; Luis Madi, diretor geral do ITAL; Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da FIESP; Mayra Monteiro Viana, analista do SEBRAE Nacional; Alberto Amorim, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; e Fernando Teixeira Samary, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa – que foram recepcionados por Eduardo Weisberg, presidente da ABIS, idealizador e curador do CLASH.

Norteado pelo tema "Sorvetes Marca Brasil", o CLASH 2018 reuniu este ano mais de 200 participantes e 30 palestrantes que debateram durante dois dias (13 e 14 de junho) temas relevantes para o segmento. Ao longo de doze horas de apresentações e interlocução entre palestrantes e plateia, as discussões giraram em torno de tópicos importantes para o mercado interno e externo em diversos nichos: tecnologia, inovação, comunicação, empreendedorismo, regulamentação, internacionalização, nutrição, saúde e tendências além de "cases" de sucesso.

O SEBRAE, por exemplo, acredita muito no setor de sorvetes. "Há um campo vasto para o empreendedor que decidir apostar nesta área", sublinha Anderson Gonçalves de Freitas, gestor de projetos do SEBRAE/MG. Para a analista de Pesquisa da Euromonitor International no Brasil, Caroline Kurzweil, o Brasil é detentor de 40% do mercado sorvetes na América Latina, o consumo per capita no Brasil já está acima da média mundial, de 5,3 litros por habitante/ano. De acordo com o presidente da ABIS, a média no país é de 5,44.

Outro tema que foi amplamente discutido foi a comunicação. O senso comum entre todos os palestrantes é que existe uma deficiência muito grande na transmissão de informação sobre a área de alimentos, incluindo o sorvete, para o cidadão comum. "O que é mito e o que é verdade? O ovo faz mal para saúde ou faz bem? E o sorvete, alimenta, nutre ou é vilão? " são algumas das contradições que permearam a discussão.

Como debatido ao longo do CLASH, o grande desafio será romper a barreira da comunicação no âmbito técnico e do conhecimento, levando a informação correta para a sociedade. Neste sentido, Eduardo Weisberg, presidente da ABIS, sugeriu a realização de um fórum específico ainda neste ano só para discutir o tema. A fim de organizar este projeto, Weisberg já deu início à criação de um comitê que será formado por entidades e empresas parceiras, para auxiliar na comunicação.

"Precisamos nos aproximar do consumidor final e trazê-lo para perto com a informação objetiva e pontual", complementa o presidente da ABIS. "Principalmente hoje, porque a saudabilidade do alimento é uma preocupação básica das pessoas, sublinha a nutricionista clínica Márcia Terra, diretora da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

"Um dos insights poderosos, que emergiram, é o poder de convergência que uma intenção elevada do tipo Marca Brasil poderia provocar atraindo os diversos atores da cadeia de valor, incluso consumidores", comentou Cecilia D´Alessandro, consultora estratégica da ABIS e responsável pela concepção, coordenação e facilitação do CLASH 2018.

Para o coordenador do Observatório de Multinacionais da ESPM/SP, professor Diego Bonaldo Coelho, a busca por saúde, nutrição e transparência são tendências irreversíveis no segmento de sorvetes. Ele analisa também que há uma sinalização interessante no processo de internacionalização de empresas brasileiras no mercado externo e que, de uma maneira geral, a mentalidade brasileira é voltada para o mercado interno. "Neste sentido, a empresa precisa ser competitiva e ter diferenciais para o mercado", enfatiza.

Sobre a ABIS

Fundada em 2002, a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS) representa toda a cadeia produtiva, inclusive sorveterias e gelaterias artesanais, e tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento contínuo das empresas do setor.  Por meio da divulgação das vantagens e benefícios do sorvete, ressaltando sempre sua qualidade e seu valor nutritivo, a entidade procura criar condições adequadas para o crescimento das empresas associadas. Atualmente, o Brasil conta com oito mil empresas ligadas à produção e comercialização de sorvete. O setor gera 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos, tendo um faturamento anual acima de R$ 13 bi.



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